Terça-feira, Abril 01, 2008

Falta-me o tempo...

...para ir colocando algo aqui. Se alguém passou por cá nos últimos meses - ou está a fazê-lo agora desde há muito tempo - peço desculpa, mas pelas estatísticas do blog não tem havido muitos visitantes. Vou tentar passar mais por cá e até já vos posso deixar um cartaz, uma proposta para este fim-de-semana.

A Associação Cultural Burra de Milho, a Galeria Arco 8 e o Cineclube da Horta vão promover, com o apoio institucional da Gulbenkian, uma Mostra de Vídeo do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística. A mostra arrancará no dia 5 de Abril na ilha Terceira, na Recreio dos Artistas (21H00), depois será exibida no dia 10 de Abril em S. Miguel, na Galeria Arco 8 (22h00), e, finalmente, no dia 13 de Abril no Faial, no Cine Teatro Faialense (21H30).

Este projecto tripartido tem como objectivo promover a fruição cultural e a criação de parcerias entre entidades culturais sedeadas nos Açores, que possibilitem à população açoriana conhecer projectos da mais contemporânea produção cinematográfica nacional.

O Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística foi criado sob os seguintes pressupostos: “Uma cidade, um país, uma região cultural modernos são aqueles em que se encontram lugares e agentes de inventividade e inovação permanentes (…). Portugal tem um défice enorme de tradição artística moderna, (…) tem estado maioritariamente vocacionado para a formação de intérpretes e pouco vocacionado para a formação (imperativa) de criadores-autores; A frequência – por si só - de um dos cursos do Programa não cria necessariamente um artista, antes procura dar aos que possuem vocação e talento artísticos condições para a descoberta de novos imaginários, assim como instrumentos para a sua concretização (…)”.

A Mostra engloba sete documentários que foram seleccionados, e alguns inclusivamente premiados, em festivais nacionais e internacionais de cinema, feitos por realizadores portugueses: Estrela da Tarde, de Madalena Miranda, retrata uma mulher que percorre a sua casa ou, melhor, a sua própria vida. Ao som das suas músicas. A dizer assim os seus dias.Até que o dia chega ao fim (24'); Vestígios, de Tiago Afonso, neste filme o tempo que não parou no estranho ateliê do Sr. Acácio Pina Coelho (15'30''); Compassos de Espera, de Pedro Paiva um filme que fala como descobrir a liberdade lá fora sem a descobrir cá dentro (25'); Assembleia, de Leonor Noivo, o filme procura entrar na Assembleia pela porta lateral e descobrir, com os funcionários que ali trabalham, uma outra assembleia. Lá em cima, no plenário, continuam a discutir-se as leis do País (26’); Quinta da Curraleira, de Tiago Hespanha, o filme conta a história após a demolição das barracas e a construção dos novos prédios para o realojamento dos moradores do antigo bairro da Curraleira, o filme é sobre esse lugar, sobre os encontros, as histórias e as actividades que o definem (18’36’’); Pé na Terra, de João Vladimiro, esta película fala sobre o tio Zé que cedo veio para Lisboa, transportando consigo um relacionamento muito próprio com a terra e com os homens. Foi nos escombros deixados pelas obras do metro que acabou por construir um pequeno mundo onde é Rei, obedecendo apenas ao espaço que o liberta (20’), e, por último, Entre Tempos, de Frederico Lobo, filme que incide sobre a velha Feira Popular, no centro de Lisboa, onde o tempo arrasta-se e nem a nostalgia sobrevive (13´).

Na ilha Terceira, a Associação Cultural Burra de Milho promove a Mostra em parceria com a Associação Jaçor-Juventude dos Açores, com o apoio institucional da Direcção Regional da Juventude e os apoios da Recreio dos Artistas e da Laser 2001.

Domingo, Outubro 21, 2007

Bares não cumprem - Discotecas de Angra prejudicadas


Texto - Miguel Linhares / Foto - www.contratempo.com

O problema não é de hoje, mas agudiza-se. Os bares na cidade de Angra do Heroísmo não cumprem regras e praticam os horários que mais lhes convêm, dependendo deles próprios para decidir quando se deve fechar e não seguindo o que diz a legislação e os avisos que possuem afixados nos seus estabelecimentos…quando os há!
Quem perde e sofre gravemente com tudo isto são as discotecas que, obviamente, tem um tipo de horário diferente dos bares. Enquanto os bares estão abertos desde o final da tarde, principio de noite, e tem que fechar pelas 00:00, 02:00, as discotecas abrem portas ás 00:00 ou 01:00 para fecharem pelas 06:00, ou seja um horário pós-bares, digamos assim. Ora, quando os bares fecham pelas 04:30 – por vezes 05:00 – claro que as pessoas já não vão ás discotecas, que por vezes – elas próprias – acabam por fechar depois da hora, pois os clientes já chegam tarde com intenções de ficar mais tempo. Como afirmam os responsáveis pelas discotecas angrenses, Twin´s Club e Wolf Disco, “Existe um desencontro entre as autoridades e os gerentes da maior parte dos bares, pelo que estes praticam horários que não estão autorizados para tal.”. Claro que as discotecas também tem empregados, que querem e devem sair a horas do seu emprego, mas tal por vezes não é possível, pois enquanto passam uma noite inteira à espera dos clientes, estes acabam por chegar quase no fim dos seus horários, ou seja quase de manhã, o que implica prolongar o serviço. Consequentemente, as discotecas como recebem os clientes quase na hora do fecho, acabam por ultrapassar por vezes os seus próprios horários! “Os cafés não tem horários, os bares também não tem horários, consequentemente as pessoas saem cada vez mais tarde de casa e as discotecas no meio de tudo isto é que sofrem.”, afirma um dos responsáveis. Complementam: “Acabamos, muitas vezes, por fazer só uma hora, ou pouco mais, de serviço, porque temos obrigatoriamente que fechar ás 06:00.”. O problema dos clientes saírem cada vez mais tarde, em parte, é culpa dos gerentes da noite, pois “são eles que educam o cliente. Se os espaços ficam abertos até mais tarde, o cliente sai mais tarde de casa e fica até mais tarde no bar ou no café, porque sabe à partida que estes não lhes vão colocar na rua devido ao cumprimento de horários e que vão estar abertos até ás quatro ou cinco da manhã.”, continuam.
Este é um problema com barbas na cidade de Angra do Heroísmo, mas complicou-se com a abertura dos bares no Porto de Pipas no início deste verão. Muita gente frequenta o recinto, os bares – à imagem de outros – praticam horários “de discoteca” e não existe controlo. Os proprietários das discotecas Wolf e Twin´s já contactaram as autoridades, mas sem resultados até à data. “No caso do Porto de Pipas a Polícia Marítima e a PSP não tem competências naquela área, a competência de fiscalização, pelo que nos dizem, pertence à Administração de Portos da Terceira e Graciosa (APTG), que entretanto, aparentemente, tem fechado um pouco os olhos à situação, pois são eles que acabam por alugar os espaços no recinto e esses mesmos espaços tem que rentabilizar.”, diz-nos um dos empresários.
Então que resposta dá a APTG aos responsáveis das discotecas, quando confrontada com a questão? “Dizem-nos que vão resolver a situação, mas até agora nada, já passou o verão e nós é que ficámos prejudicados!”, completa. Parece que não existe um método de trabalho, que se faça cumprir horários nos bares, mas no caso deles, quando prolongam os horários, pelas razões já evocadas, raras são as vezes em que não são avisados pelas autoridades para fecharem. Tudo isto cria um sentimento de revolta.
Um caso que parece estar um pouco à parte desta polémica, na opinião destes empresários, são as esplanadas de Angra, pois “estas acabam sempre por fechar mais ou menos a horas, pela experiência que temos dos últimos verões. Os restantes bares – na maioria – é que não cumprem!”. O caso do Porto de Pipas é o mais actual e, provavelmente, o mais crítico. “O Porto de Pipas parece-me ser a “terra de ninguém”. Ninguém assume as responsabilidades de fiscalização do recinto. Nem a PSP, nem a Policia Marítima, nem a GNR…a APTG não tem fiscais para ás 4 da manhã ir fiscalizar o Porto Pipas e a Inspecção Regional das Actividades Económicas também não nos apresenta soluções. Se calhar deveria haver uma colaboração entre estes e uma força de segurança que fiscalizasse situações como estas!”.
Contactámos o administrador da APTG, Luís Dutra, que confirma a autoridade portuária e, consequentemente, responsabilidade sob o espaço do Porto de Pipas. “Todos os espaços da APTG, como o é o Porto de Pipas, são de nossa responsabilidade e não o negamos ou desvalorizamos, mas no que concerne ao cumprimento de horários dos bares naquele espaço existem entidades que podem responder a essa questão com mais conhecimento de causa.”. Uma dessas entidades é a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, quem passa as licenças e possui fiscais para controlo, mas até à finalização desta reportagem não foi possível contactar alguém que pudesse responder a esta matéria.
Quanto à PSP de Angra do Heroísmo, na pessoa do Coordenador da Unidade Operacional de Angra do Heroísmo, o Comandante Fernando Prata, foi-nos explicado que a PSP tem acorrido a alguns espaços nocturnos, quando esta é chamada devido a problemas de ordem pública ou ruído e, nalguns casos, acabam por intervir na fiscalização. Autuam os recintos prevaricadores e direccionam as situações para as entidades competentes para seguimento do processo. No caso específico do Porto de Pipas “a competência para fiscalizar estabelecimentos de bebidas, como diz o Decreto de Lei nº 234/2007, cabe à Inspecção Regional das Actividades Económicas. No entanto, a PSP quando é chamada ao Porto de Pipas, por qualquer outra razão, acaba por colaborar nesse sentido, não deixando esse vazio.”, remata.
Os responsáveis das discotecas em Angra sentem-se discriminados, não só pela falta de acção por parte de quem de direito, mas porque, por exemplo, na Praia da Vitória nada disto se passa, visto os bares fecharem todos a horas. “Não deve haver nenhum bar na cidade da Praia que se prolongue pela noite dentro, depois das 02:00. “Tudo é cumprido, se existe fiscalização ou não, não sabemos, mas que a legislação é cumprida, isso sabemos!”. Obviamente que nestes casos, se um bar fecha a horas, as pessoas tem que ir para outro lugar, o que, naturalmente em muitos casos, passa pelas discotecas que tem um horário de funcionamento dessa hora até ás 06:00. Daí a tal questão da educação que é dada pelos empresários da noite aos clientes.
A nível financeiro, as discotecas de Angra estão a sofrer com essas situações. A Twin´s Club, aberta à 28 anos na ilha Terceira, tem-se ressentido com tudo isto e, por exemplo, já tem fechado ás quartas-feiras, pois não compensa e os clientes chegavam lá já quase à hora do fecho, pelas 05:00. “Os nossos empregados também tem as suas famílias, querem sair do serviço a horas e querem ir para casa. Do modo como as coisas tem funcionado a casa não opera como devia e não factura como devia. Até porque tudo isto é muito enganador, pois as pessoas julgam que vão pagar mais pelas bebidas numa discoteca, mas os preços entre bares e discotecas estão muito semelhantes e a diferença é mínima.”, realça o responsável por esta casa nocturna. Abrir a porta de uma discoteca, implica muitos mais custos do que abrir a porta de um bar, daí o prejuízo ser ainda maior! No caso da Wolf, existente na ilha à 4 anos e, sob a actual gerência à 1 ano, a perca tem sido maior, “pois a casa não se encontra no centro da cidade e ressente-se mais com a situação”. Só tem estado aberta ao sábado e vai fazer um esforço para abrir à sexta-feira, com outras actividades, mas como desabafa o seu responsável “os custos de uma discoteca são muito superiores aos de um bar. Nós, por exemplo, somos obrigados a ter seguranças com formação e estarmos ligados a uma empresa de segurança que está ligada ao Ministério da Administração Interna. Ora, isto é só um exemplo de custos que um bar não tem e nós temos. Se não respeitam os horários, sobrepõem-se aos nossos e nós perdemos clientes.”.
Outra situação que mencionam é o facto de a PSP também criar um certo clima de medo entre os clientes da noite, com “as sucessivas operações Stop e verdadeira caça à multa.”. Continuam: “Achamos que a PSP devia ter uma intervenção mais pedagógica e menos repressiva. As estatísticas não devem mentir e a maior parte dos acidentes nesta ilha não são provocados ás saídas das discotecas e/ou bares, nem à noite!”. Ou seja, acham que deve-se manter a ordem e o controlo nas estradas, mas estacionar e fazer operações Stop à porta dos estabelecimentos não é o método acertado. “Tudo isto só provoca medo nos clientes e hoje em dia já não temos o conceito de noite que havia há uns anos atrás devido a isso.”, desabafam.
No fundo o que estes empresários pretendem é que se cumpra as regras. “Todos nós queremos ganhar a vida e ter sucesso nos nossos negócios, mas é preciso cumprir as leis e respeitar os outros. Senão entramos num efeito “bola de neve” e isto torna-se anárquico!”, finalizam. Muitos são os sábados que as discotecas abrem e nem facturam o suficiente para pagar a despesa fixa que a casa tem só por abrir a porta. Isto poderá levar os negócios à ruptura e no entender destes empresários “é preciso que as pessoas digam se querem ou não discotecas, para sabermos o que andamos aqui a fazer!”.“Se o meu vizinho do lado não cumpre as regras, porque hei-de ser eu a cumprir se estou a ser prejudicado?!”, deixam a pergunta no ar…

in jornal "A União", 5 de Outubro, 2007

Terça-feira, Setembro 18, 2007

Novamente aqui.

Tenho estado ausente deste blog. Tirei férias do Escritas & Rabiscos. Vou tentar voltar.
Hoje fiz 29 anos...e como pesa pensar que vou entrar nos 30!!!
É psicológico, mas faz mossa.

Segunda-feira, Junho 25, 2007

Fala quem Sabe, hoje.


Sábado, Junho 23, 2007

Sanjoaninas 2007

Ver as festas ao longe, pela televisão, magoa...

Sexta-feira, Junho 15, 2007

Amanhã.

Por uma boa causa e, de qualquer maneira, imperdível!!!

Quinta-feira, Maio 17, 2007

Vento Leste


Domingo, Maio 13, 2007

As festas do Sr. Stº Cristo.

Já começaram e hoje é dia forte nas celebrações. A mim estas festas não me dizem nada, primeiro porque embora católico de formação, considero-me agnóstico, logo este cariz religioso e a fé em figuras de barro não me arrancam mais do que respeito pelos que se entregam a esta devoção.
Depois porque no que concerne à parte profana destas festas (espectáculos, tasquinhas, comes e bebes, animação...) isto parece-me mais umas Sanjoaninas ou Festas da Praia em ponto muito pequenino. Muita gente, mas em ponto muito pequenino. Festas, realmente, não é com os micaelenses. Isto não tem nada de mal, pois se nós sabemos fazer boas e grandes festas/festivais, eles tem jeito para outras coisas e, acreditem, se calhar mais produtivas para eles próprios e para a região. Nós passamos 6 meses a preparar e a pensar em festas e os outros 6 meses em festas, eles passam 12 meses a trabalhar. Assim dizem os antigos e julgo que assim o é. Cada um com a sua...
Mas escrevi isto com um propósito, embora me tenha desviado do assunto, é que estas festividades do Stº Cristo (que sinto todo o dia, pois moro mesmo ao lado do Campo de S. Francisco) só me fazem começar a aguçar a vontade que chegue as Sanjoaninas e o verão na Terceira. Já sinto o cheiro característico desta altura do ano que abraça Angra, dos Portões de S. Pedro à Guarita, a movimentação e os afazeres dos preparativos, o sorriso nas gentes que fazem realmente destas as melhores festas dos Açores. E Embora a Praia cada vez mais engula a categoria que outrora brilhava em Angra, há realmente qualquer coisa nas Sanjoaninas que fazem-nas especiais. São os melhores 10 dias do ano, uma entrada em grande para um verão que nunca quer acabar, assim o dite o cair das folhas em Outubro.
Só espero poder estar presente este ano em Angra, pois se - pela segunda vez - passar estas festas em Ponta Delgada, dá-me uma coisinha má...

Quarta-feira, Abril 25, 2007

25 Abril - data feliz, data triste...

Hoje, 25 de Abril, celebra-se aquele que para mim é o mais importante feriado nacional, ou pelo menos aquele que me emociona mais. Todos os anos celebro à minha maneira esta data.
Este ano não o estou a celebrar!
Logo pela hora do almoço, recebi a notícia da partida de um amigo de longa data. Embora já há uns anos não nos falássemos muito – desde que fomos para o liceu – a nossa infância e princípio de adolescência foram partilhados em alguns dos momentos mais importantes. Acho que são poucas as fotografias da minha infância, festas de aniversário, reuniões familiares, excursões e passeios pela ilha, piqueniques, caminhadas com os Montanheiros, etc., que não estamos lá os dois, desde que nascemos e pelo menos até aos nossos 13 anos, altura em que cada um seguiu a sua vida, caminhos diferentes, amizades novas... Mas ficam as recordações, muitas recordações e quase todas boas. Éramos "trafulhas", fazíamos das nossas, levávamos os belos açoites dos nossos pais (principalmente eu) e quase sempre esses açoites eram gerados por "armadilha" do outro. Quando um chorava, o outro ria... Enfim, assim se cresce, brincando, rindo e chorando. Não se deve é morrer tão cedo... E isso hoje não me sai da cabeça!
A ti, Miguel, um abraço e obrigado pela nossa infância.
Desculpa não estar aí contigo nesse último momento terreno...

Segunda-feira, Abril 23, 2007

Livros...

Hoje é o dia mundial do livro, objecto estranho a muita boa gente...