terça-feira, fevereiro 13, 2007
O maior Português de sempre...
Se o Salazar ganhar (como ouvi em alguns rumores) a votação para definir o maior Português de sempre, eu vou pensar sériamente em emigrar para o Iraque...
domingo, fevereiro 11, 2007
Cogumelo Mágico
Fonte - www.acorianooriental.pt
Uma loja para venda de "drogas legais", anunciando a comercialização de produtos naturais que contêm substâncias alucinogéneas, abriu hoje (dia 9 de Fevereiro) num centro comercial da cidade de Aveiro.
O seu proprietário, Carlos Marabuto, considera que o estabelecimento cumpre com a legislação portuguesa porque as drogas que vende não figuram na lista de produtos proibidos pela legislação portuguesa.
Denominado "Cogumelo Mágico", o estabelecimento comercializa erva sálvia em chá ou para ser fumada, cactos que contêm uma substância alucinogénica, a mescalina e até "kits" para cultivo de cogumelos "mágicos" alucinogénicos.
Em declarações ao semanário "O Aveiro", que na edição de hoje publica uma reportagem sobre a nova loja, Carlos Marabuto justifica que "só depois de nascerem é que os cogumelos contém psilocibina e psilocina, as substâncias cuja livre circulação e venda não estão permitidas.
O kit tem, entre outras coisas, as sementes, que não contêm essas substâncias, e que qualquer pessoa pode cultivar em casa". Assim sendo, e "já que a venda de mescalina é proibida", a Cogumelo Mágico "limita-se apenas a vender os cactos que contém essa substância mas que, vendidos por si só, não são ilegais".
No entanto, além do cacto, o consumidor pode adquirir um folheto em que é explicado como desidratar a planta, o que permite obter um elevado teor de mescalina.
"Vendemos apenas produtos de origem natural, que não estão na lista dos produtos proibidos, mas que contêm princípios químicos activos. Isso posso garantir eu e a minha advogada", explicou o proprietário àquele jornal.
Além dos produtos para consumo, o "Cogumelo Mágico" tem para venda livros dedicados à produção de LSD ou ao cultivo de cannabis, de cogumelos e de cactos alucinogénicos, mortalhas, cachimbos e outros apetrechos habitualmente usados no consumo de drogas.
Além do "Cogumelo Mágico", Carlos Marabuto abriu no Centro Comercial Oita a primeira sex-shop de Aveiro e suscitou recentemente a atenção da comunicação social ao afixar numa das suas lojas propaganda de apoio à organização separatista basca ETA.
Nota - o homem deve julgar que está na Holanda, ou numa futura Holanda. Será que este é o princípio de um novo referendo a curto-médio prazo?!
Uma loja para venda de "drogas legais", anunciando a comercialização de produtos naturais que contêm substâncias alucinogéneas, abriu hoje (dia 9 de Fevereiro) num centro comercial da cidade de Aveiro.
O seu proprietário, Carlos Marabuto, considera que o estabelecimento cumpre com a legislação portuguesa porque as drogas que vende não figuram na lista de produtos proibidos pela legislação portuguesa.
Denominado "Cogumelo Mágico", o estabelecimento comercializa erva sálvia em chá ou para ser fumada, cactos que contêm uma substância alucinogénica, a mescalina e até "kits" para cultivo de cogumelos "mágicos" alucinogénicos.
Em declarações ao semanário "O Aveiro", que na edição de hoje publica uma reportagem sobre a nova loja, Carlos Marabuto justifica que "só depois de nascerem é que os cogumelos contém psilocibina e psilocina, as substâncias cuja livre circulação e venda não estão permitidas.
O kit tem, entre outras coisas, as sementes, que não contêm essas substâncias, e que qualquer pessoa pode cultivar em casa". Assim sendo, e "já que a venda de mescalina é proibida", a Cogumelo Mágico "limita-se apenas a vender os cactos que contém essa substância mas que, vendidos por si só, não são ilegais".
No entanto, além do cacto, o consumidor pode adquirir um folheto em que é explicado como desidratar a planta, o que permite obter um elevado teor de mescalina.
"Vendemos apenas produtos de origem natural, que não estão na lista dos produtos proibidos, mas que contêm princípios químicos activos. Isso posso garantir eu e a minha advogada", explicou o proprietário àquele jornal.
Além dos produtos para consumo, o "Cogumelo Mágico" tem para venda livros dedicados à produção de LSD ou ao cultivo de cannabis, de cogumelos e de cactos alucinogénicos, mortalhas, cachimbos e outros apetrechos habitualmente usados no consumo de drogas.
Além do "Cogumelo Mágico", Carlos Marabuto abriu no Centro Comercial Oita a primeira sex-shop de Aveiro e suscitou recentemente a atenção da comunicação social ao afixar numa das suas lojas propaganda de apoio à organização separatista basca ETA.
Nota - o homem deve julgar que está na Holanda, ou numa futura Holanda. Será que este é o princípio de um novo referendo a curto-médio prazo?!
Nos Açores ganha a Igreja...
O Sim ganhou neste referendo. Parece que estamos a evoluir gradualmente as nossas mentalidades. Não estava à espera desta vitória tão expressiva...
Nos Açores - como não era dificil adivinhar - ganhou o Não com 69%. Ou melhor ganhou a Igreja e demais moralistas deste século XXI.
Ainda bem que o país não depende de nós...
Em todo o sul e centro do país ganhou o Sim e, mais uma vez, os distritos mais interiores e nortenhos votaram Não em maioria, assim como as regiões autónomas.
E assim vai o nosso país. Parabéns a quem defendeu o fim desta vergonha que se vivia em Portugal. Outros passos tem que ser dados, mas este já está ganho!
Com muitos anos de atrazo, mas sempre nos vamos aproximando dos países mais desenvolvidos!
Nos Açores - como não era dificil adivinhar - ganhou o Não com 69%. Ou melhor ganhou a Igreja e demais moralistas deste século XXI.
Ainda bem que o país não depende de nós...
Em todo o sul e centro do país ganhou o Sim e, mais uma vez, os distritos mais interiores e nortenhos votaram Não em maioria, assim como as regiões autónomas.
E assim vai o nosso país. Parabéns a quem defendeu o fim desta vergonha que se vivia em Portugal. Outros passos tem que ser dados, mas este já está ganho!
Com muitos anos de atrazo, mas sempre nos vamos aproximando dos países mais desenvolvidos!
Votaria sim...
Tenho imensa pena de não ter ido votar hoje, mas infelizmente estou muito longe de casa e aqui não posso votar. Mas seria Sim!
De qualquer maneira - e agora que são quase 17:00 - não estou muito confiante e acho que o Não vai ganhar. Neste país ainda vive muita gente retrógada, puritana, pseudo-religiosa... não me parece que a evolução venha ainda tão cedo. Nos Açores então, tenho quase a certeza que o Não ganha destacado. Se assim não for, vou ficar bem admirado!
Pelo menos todos aqueles que tem oportunidade não se deixem ficar em casa neste domingo morrinhento e vão votar!
De qualquer maneira - e agora que são quase 17:00 - não estou muito confiante e acho que o Não vai ganhar. Neste país ainda vive muita gente retrógada, puritana, pseudo-religiosa... não me parece que a evolução venha ainda tão cedo. Nos Açores então, tenho quase a certeza que o Não ganha destacado. Se assim não for, vou ficar bem admirado!
Pelo menos todos aqueles que tem oportunidade não se deixem ficar em casa neste domingo morrinhento e vão votar!
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Que vida devo defender?
Texto – Miguel Linhares
Confesso que não estava muito disposto a comentar publicamente este assunto que não só está na ordem do dia, como nos entope a paciência em todos os meios de comunicação social diariamente. Mas ouço e leio tanta estupidez que não consigo ficar calado enquanto cidadão!
Em primeiro lugar – e prestando o devido respeito aos visados – não percebo o papel da igreja neste assunto. A mesma igreja que até há bem pouco tempo nos condenava por usarmos preservativo e indo mais longe, ainda defendia as relações sexuais como acto quase restrito à reprodução da espécie. Todas estas ideologias com dois mil anos de uso, não são mais do que isso mesmo. Ideologias com dois mil anos. No entanto, e ainda focando mais um ponto neste assunto, achei engraçado um panfleto que todos nós recebemos em casa que tinha como titulo o seguinte: “Descubra o que pode acontecer em Portugal no ano em que se comemoram os 90 anos das Aparições de Nossa Senhora em Fátima.”. Em jeito de pura propaganda, é-nos enviado um manifesto – chamo-o assim – apelando ao Não no dia 11, dramatizando um pouco o cenário e, claro, fazendo-nos lembrar qual a resposta que a Santíssima Virgem (?) espera de nós. Para além disso, aproveitando o momento, convidam-nos a preencher a ficha de participação na campanha pela vida e, entre as várias opções, podemos encomendar o livro “O Rosário da Vida”, que virá acompanhado de um terço por 10 Euros, 15 Euros, ou mais, se preferirmos. Bem, até a minha mãe de 72 anos, católica, crente em Deus sem a mais ténue dúvida, achou isto desadequado!
Quanto ao assunto que interessa realmente reflectir, a despenalização do aborto, convém mencionar que em ambas as partes, tanto pelo Sim, como pelo Não, muitas barbaridades já foram ditas. O pedido do Presidente da República para que este debate público fosse sereno, não tem surtido muito efeito e diz-se e faz-se tudo. Aqui todos são culpados ao tentarem defender os seus argumentos. Quando penso na pergunta que nos é colocada e pensando em tudo o que acontece neste país – e que já aconteceu a pessoas que conheço – não posso responder de outra maneira que não seja um conciso Sim! E aqui não só estou a defender a vida da mãe, que por inúmeras razões não deve ter a criança, como estou a defender a vida da futura criança que, na maioria dos casos, se vier ao mundo vai ser para sofrer.
É necessário educar as pessoas e sensibilizá-las para o planeamento familiar, mas até lá, há que dar a liberdade de escolha para quem pretender interromper a gravidez quando assim entender. Há que haver a liberdade de escolha, quem for contra não faça, também tem essa liberdade de escolha. Aí reside a democracia. Acho que é muito hipócrita pensar-se que alguma mulher no seu perfeito juízo – por mais analfabeta e ignorante que seja – realize um aborto como se de um modo contraceptivo fosse! Nenhuma mulher irá fazer um aborto com facilidade e com malvadez, como já li algures. Nenhuma mulher vai a clínicas do continente (algumas de grandes senhores doutores, se calhar, objectores de consciência (!)) ou a Espanha gastar balúrdios, correndo perigo de vida por vezes e realizando intervenções suspeitas ao nível de higiene. Ninguém faz isto de ânimo leve. Logo, não só pretendo defender a vida destas mulheres, como destas crianças, que se o chegarem a ser, não vão poder crescer como tal. E isso poderá acontecer por inúmeras razões: falta de capacidades económicas, psicológicas, rejeição ou desinteresse dos pais, ou pior, abandono que resultará numa vida infernizada em orfanatos ou similares. E, por favor, não me venham com a história que existem soluções como entregar a criança para adopção, pois sabemos muito bem o quanto custa adoptar uma criança neste país! Até que toda a burocracia esteja solucionada, até que parem de vasculhar a vida dos futuros pais até ao mais ínfimo pormenor, já passaram anos e continua a criança a sofrer em qualquer uma instituição, sem pai, nem mãe.
E irrita-me ver mulheres que ao tentar não enterrarem a sua vida com a vinda de uma – ou mais uma – criança e muitos mais custos no seu dia-a-dia, sejam julgadas em tribunal e condenadas. Quando essa mulher devia era ser apoiada pelo estado, tanto na realização do aborto acompanhado, como depois numa educação e sensibilização e acompanhamento. Prefiro pensar nos que estão cá a sofrer do que nos que podem vir para cá sofrer. É uma escolha que tem que ser feita, apesar de parecer um pouco gélida. É por isso que para além de apelar a uma luta sem tréguas ao absentismo, afirmo, sem medo, que a minha escolha no dia 11 de Fevereiro vai para o Sim à liberdade de escolha, o Sim ao fim da despenalização do aborto e o Não a este marasmo puritano, o Não à criminalização do aborto.
Mantendo-se esta lei, mantém-se o problema e não se iludam, as mulheres vão continuar a abortar em todo o tipo de condições que lhes sejam impostas, porque precisam, porque assim escolheram, mas que infelizmente vivem num estado de direito que só o é para algumas coisas…
Notas:
Confesso que não estava muito disposto a comentar publicamente este assunto que não só está na ordem do dia, como nos entope a paciência em todos os meios de comunicação social diariamente. Mas ouço e leio tanta estupidez que não consigo ficar calado enquanto cidadão!
Em primeiro lugar – e prestando o devido respeito aos visados – não percebo o papel da igreja neste assunto. A mesma igreja que até há bem pouco tempo nos condenava por usarmos preservativo e indo mais longe, ainda defendia as relações sexuais como acto quase restrito à reprodução da espécie. Todas estas ideologias com dois mil anos de uso, não são mais do que isso mesmo. Ideologias com dois mil anos. No entanto, e ainda focando mais um ponto neste assunto, achei engraçado um panfleto que todos nós recebemos em casa que tinha como titulo o seguinte: “Descubra o que pode acontecer em Portugal no ano em que se comemoram os 90 anos das Aparições de Nossa Senhora em Fátima.”. Em jeito de pura propaganda, é-nos enviado um manifesto – chamo-o assim – apelando ao Não no dia 11, dramatizando um pouco o cenário e, claro, fazendo-nos lembrar qual a resposta que a Santíssima Virgem (?) espera de nós. Para além disso, aproveitando o momento, convidam-nos a preencher a ficha de participação na campanha pela vida e, entre as várias opções, podemos encomendar o livro “O Rosário da Vida”, que virá acompanhado de um terço por 10 Euros, 15 Euros, ou mais, se preferirmos. Bem, até a minha mãe de 72 anos, católica, crente em Deus sem a mais ténue dúvida, achou isto desadequado!
Quanto ao assunto que interessa realmente reflectir, a despenalização do aborto, convém mencionar que em ambas as partes, tanto pelo Sim, como pelo Não, muitas barbaridades já foram ditas. O pedido do Presidente da República para que este debate público fosse sereno, não tem surtido muito efeito e diz-se e faz-se tudo. Aqui todos são culpados ao tentarem defender os seus argumentos. Quando penso na pergunta que nos é colocada e pensando em tudo o que acontece neste país – e que já aconteceu a pessoas que conheço – não posso responder de outra maneira que não seja um conciso Sim! E aqui não só estou a defender a vida da mãe, que por inúmeras razões não deve ter a criança, como estou a defender a vida da futura criança que, na maioria dos casos, se vier ao mundo vai ser para sofrer.
É necessário educar as pessoas e sensibilizá-las para o planeamento familiar, mas até lá, há que dar a liberdade de escolha para quem pretender interromper a gravidez quando assim entender. Há que haver a liberdade de escolha, quem for contra não faça, também tem essa liberdade de escolha. Aí reside a democracia. Acho que é muito hipócrita pensar-se que alguma mulher no seu perfeito juízo – por mais analfabeta e ignorante que seja – realize um aborto como se de um modo contraceptivo fosse! Nenhuma mulher irá fazer um aborto com facilidade e com malvadez, como já li algures. Nenhuma mulher vai a clínicas do continente (algumas de grandes senhores doutores, se calhar, objectores de consciência (!)) ou a Espanha gastar balúrdios, correndo perigo de vida por vezes e realizando intervenções suspeitas ao nível de higiene. Ninguém faz isto de ânimo leve. Logo, não só pretendo defender a vida destas mulheres, como destas crianças, que se o chegarem a ser, não vão poder crescer como tal. E isso poderá acontecer por inúmeras razões: falta de capacidades económicas, psicológicas, rejeição ou desinteresse dos pais, ou pior, abandono que resultará numa vida infernizada em orfanatos ou similares. E, por favor, não me venham com a história que existem soluções como entregar a criança para adopção, pois sabemos muito bem o quanto custa adoptar uma criança neste país! Até que toda a burocracia esteja solucionada, até que parem de vasculhar a vida dos futuros pais até ao mais ínfimo pormenor, já passaram anos e continua a criança a sofrer em qualquer uma instituição, sem pai, nem mãe.
E irrita-me ver mulheres que ao tentar não enterrarem a sua vida com a vinda de uma – ou mais uma – criança e muitos mais custos no seu dia-a-dia, sejam julgadas em tribunal e condenadas. Quando essa mulher devia era ser apoiada pelo estado, tanto na realização do aborto acompanhado, como depois numa educação e sensibilização e acompanhamento. Prefiro pensar nos que estão cá a sofrer do que nos que podem vir para cá sofrer. É uma escolha que tem que ser feita, apesar de parecer um pouco gélida. É por isso que para além de apelar a uma luta sem tréguas ao absentismo, afirmo, sem medo, que a minha escolha no dia 11 de Fevereiro vai para o Sim à liberdade de escolha, o Sim ao fim da despenalização do aborto e o Não a este marasmo puritano, o Não à criminalização do aborto.
Mantendo-se esta lei, mantém-se o problema e não se iludam, as mulheres vão continuar a abortar em todo o tipo de condições que lhes sejam impostas, porque precisam, porque assim escolheram, mas que infelizmente vivem num estado de direito que só o é para algumas coisas…
Notas:
Sugestão de leitura intemporal: “O Aborto – Causas e Soluções”, de Álvaro Cunhal. A tese final de Álvaro Cunhal, apresentada em 1940, no 5º ano na Faculdade de Direito de Lisboa.
A Associação do Planeamento da Família diz o seguinte: “Fazer um aborto nunca é uma decisão fácil, mas as mulheres têm vindo a fazê-lo desde há milhares de anos, por muito boas razões. Sempre que uma sociedade proibiu o aborto, apenas o fez entrar na clandestinidade, onde ele se tornou perigoso, caro e humilhante. Em Portugal, uma em cada quatro mulheres já fez, pelo menos, um aborto clandestino! Este é um grave problema de saúde pública, afectando centenas de milhar de mulheres em idade fértil e sexualmente activas. Constitui mesmo a segunda causa de morte materna. Reconhecemos que o Planeamento Familiar é essencial para diminuir o número de gravidezes indesejadas embora, na prática, não resolva totalmente o problema. Porque nenhum método anticoncepcional é infalível e porque existem lacunas nas acções de Planeamento Familiar.”.
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